sábado, 26 de julho de 2003

Morram de inveja,

mas depois de uma segunda (com plantão), uma terça, uma quarta e uma quinta, eu estarei de Férias!
BOLO DE ROLO


Uma das coisas mais interessantes de uma residência médica em São Paulo é encontrar gente de cada canto do país, que passam em um segundo passam a conviver juntos.



- tenho que buscar o exame da paciente.
- ela chegou de recife.
- não fico sem trazer bolo de rolo quando vou lá.
- bolo de rolo?
- você nunca comeu bolo de rolo?
- vão partir agora.
- vai lá!
- é tão gostoso.
- de goiabada;
- de doce de leite.
- pega um bisturi pra gente partir o bolo de rolo, gente.
-vambora.


Prazer, Bolo de Rolo.
.
Ela vai gravar Índia de novo?

GAL COSTA LANÇA DISCO COM PARTICIPAÇÃO DE FÃS

A cantora Gal Costa, atualmente no selo Indie Records, está se preparando para lançar um novo álbum e de maneira interativa: o repertório do CD será escolhido pelos fãs através de uma campanha. Segundo a gravadora, o disco será produzido por Mariozinho Rocha e conterá alguns dos maiores clássicos da MPB interpretados na voz de Gal Costa. Na campanha, a ser veiculada pela Rede Globo e ainda sem data de lançamento prevista, o público poderá votar em uma lista de músicas que gostaria de ver incluídas no CD. A gravação do álbum começará em outubro, quando a cantora retornar de uma turnê em Portugal e Nova York. Um DVD de Gal também deverá ser produzido em Salvador, mas as locações ainda não foram definidas.
RC

No mínimo estranho quando alguém que sempre te faz rir vira motivo de tristeza.

No hospital, ouvi uma pacinente comentando que Rogério Cardoso tinha morrido.

Engoli em seco e me lembrei de uma das primeiras peças de teatro que assisti: Mimi, uma adorável doidivanas, com a Elisabeth Savalla.

A entrada de Rogério em cena parecia coisa dos deuses. Ele provocava um riso genuíno e catártico que só os grande atores são capazes de gerar.

O céu deve estar mais divertido.




ninguém me avisou que trabalhar cansa tanto

domingo, 20 de julho de 2003

segunda-feira, 14 de julho de 2003

E subo bem alto pra gritar que é amor
Eu vou de escada pra elevar a dor


elevador, ana carolina
Vôlei Campeão

Por que essa frescuro de chamar o velho Nalbert de Nalbér?

domingo, 13 de julho de 2003

São Paulo, 14 Graus





e também 13, 12, 11, 10, 09, 08, 07, 06, 05...














quarta-feira, 9 de julho de 2003

O HOMEM QUE COPIAVA



Quando a hora dobra em triste e tardo toque
E em noite horrenda vejo escoar-se o dia
Quando vejo esvair-se a violeta, ou que
a prata a preta têmpora assedia
Quando vejo sem folha o tronco antigo
Que ao rebanho estendia a sombra franca
E em feixe atado agora o verde trigo
seguir o carro, a barba hirsuta e branca;
Sobre tua beleza então questiono
Que há de sofrer do Tempo a dura prova,
Pois as graças do mundo em abandono
Morrem ao ver nascendo a graça nova.
Contra a foice do Tempo é vão combate,
Salvo a prole, que o enfrenta se te abate.

terça-feira, 8 de julho de 2003

domingo, 6 de julho de 2003

Paiê,

Tô com saudade de você!
Mais Uma Vez

E eu me pergunto mais uma vez: "Por que depois do domingo vem a segunda-feira?"
Jussara Silveira

Uma das coisas que mais gosto em São Paulo é a diversidade de suas opções culturais.

Sexta, assisti (de graça) ao belo show da mineira-baiana Jussara Silveira no prédio do Itaú e, assim, avancei mais alguns passos na interpretação de A Volta da Xanduzinha, do Tom Zé; que (agora eu sei) é uma referência a Xanduzinha, do mestre Luiz Gonzaga.



O caboclo Marculino
Tinha oito boi zebu,
Uma casa com varanda
Dando pro Norte e pro Sul

Seu paiol tava cheinho
De feijão e de andu,
Sem contar com mais os cobres
Lá no fundo do baú

Marculino dava tudo
Por um cheiro de Xandu

Ai, Xandusinha,
Xandusinha minha flor,
Como foi que você deixou
Tanta riqueza pelo meu amor

Ai, Xandusinha,
Xandusinha meu xodó,
Eu sou pobre mas você sabe
Que o meu amor
Vale mais que ouro em pó


sofrimento não me assusta
mariá
é meu vizinho de boas tardes
mariá
conhecer a ingratidão
isso não, isso não, isso não

quando ela tinha nada
mariá
eu abri a casa toda
mariá
quando eu precisei dela
mariô, mariô, mariô

foi quem sabe a vaidade
ou “os oito boi zebu
ou a casa com varanda
dando pro norte e pro sul”

fiz a caminha dela
no manacá
o sapatinho dela
no manacá
e a roupinha dela
no manacá

cadê agora
mana maninha
como é triste recordar

sofrimento não me assusta

a beleza do seu riso
é demais pra se lembrar
o vestido dos seus olhos
se vestiu pra descansar