sábado, 3 de agosto de 2002

(doze horas)



Tô de plantão hoje de novo!


sexta-feira, 2 de agosto de 2002

[ambulatório de adolescentes - quinta-feira - 10:32 AM]

Menino-12 anos: "Acho que eu não podia ser médico. Tem que escrever muito, que nem você."
Eu: "É, tem mesmo. Você tem vontade de ser o quê?"
Menino-12 anos: "Eu queria ser bombeiro. Mas estou meio em dúvida depois daquela história do dabliu-tê-cê."
Eu: "Do quê?"
Menino-12-anos: "Do 11 de setembro, uai!"

[hein?!]

Uma das coisas mais surpreendentes pra mim é saber que imagem as pessoas têm de mim. Tanto aquelas que já me conhecem, tanto as que me vêem pela primeira vez.

Sabe aquela quase brincadeira de ver uma pessoa na rua e tentar adivinhar quem ela é, o que faz, onde mora, o que pensa?

Ou então de quando você vai a um médico pela primeira vez, pensar se ele é daquele jeito também fora do consultório.

Ou se um professor também é sádico fora da sala de aula...

Pois bem...

Estava eu ontem num Plantão na Pediatria atendendo uma criança de 2 anos, no colo da mãe que não devia passar dos 20 anos.

Eis que eu anotava algumas coisas na ficha do menino e um breve silêncio se fez.

A mãe: _ "Doutô, o sinhô é evangéligo?"
Eu, meio sem jeito: _ "Não... É... Por quê?"
Ela: _ "É que parece assim, o jeito..."

Hehehe!

Ai se eu soubesse de tudo que pensam de mim!